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26/01/2011

Pequenas e médias empresas comemoram tempos de prosperidade

Pequenas e médias empresas comemoram tempos de prosperidade

Enviada por   em  quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Motivos não faltam: economia em crescimento, novos consumidores, Copa e Olimpíadas. Por isso, micro e pequenos empresários planejam investir. 
O Brasil tem boas notícias para contar quando o assunto é mercado de trabalho, mas também notícias ruins. Todas revelam os desafios e as conquistas de um país em transformação. O pequeno negócio não é mais uma aventura. Virou garantia de lucro. Hoje muitos brasileiros têm bons motivos para comemorar, porque a participação de micro e pequenas empresas na economia do país aumentou e deve aumentar ainda mais.
Motivos não faltam: economia em crescimento, novos consumidores, Copa do Mundo e Olimpíadas. Por isso, micro e pequenos empresários planejam investir e, com isso, ter lucros ainda maiores, mas sabem que tem de se preparar.
Da perfuração de poços à construção de casas populares, o aquecimento da economia e os programas de financiamento da casa própria para famílias de baixa renda deram o empurrão que o pequeno empresário Francisco Castro Jr. precisava. No ano passado, a pequena empresa dele construiu e vendeu 12 casas na periferia de Brasília. Este ano, Francisco espera dobrar o faturamento.
“Em todo o Brasil, a procura está muito grande. A gente não pode se queixar. Tem de procurar mais lotes, construir mais unidades e gerar mais empregos”, diz o empresário Francisco Castro Jr.
Os donos de bares e lojas não têm do que reclamar: O ano de 2010 foi um bom ano para os micro e pequenos empresários. Em 2002, metade das empresas fechou as portas antes de completar dois anos. Em 2010, a taxa de sobrevivência dos pequenos negócios aumentou: só 22% faliram no prazo de dois anos.
A expectativa para os próximos anos é ainda mais animadora. De olho nos negócios que devem surgir em função da Copa do Mundo de 2014, pequenos empresários investem em novos projetos e na qualificação dos empregados. Construção civil, em tecnologia da informação, turismo, comércio e agronegócios são setores que devem crescer.
“É uma oportunidade de ouro e as pequenas empresas vão ser beneficiadas na medida em que vão ter uma forte demanda para seus produtos e serviços”, explica o diretor do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos.
A engenheira Hermi Pires quer crescer. A empresa dela constrói redes de esgoto para tratar a água que pode ser reutilizada na irrigação de áreas verdes. Tem sete funcionários, mas ela já decidiu: vai contratar mais e investir em equipamentos.
“Se for uma obra maior, com um volume de esgoto maior, com uma construção maior, a gente quer estar preparada para atender à demanda que chegar”, diz a engenheira Hermi Pires, que aposta na construção do novo estádio de futebol em Brasília. “O meu sonho é irrigar a grama do estádio com água do reuso”, conta.
Micro e pequenas empresas são responsáveis pela contratação de mais da metade dos trabalhadores do país: 53%.
FonteG1